terça-feira, 1 de outubro de 2013

Ela, a tristeza.

Um personagem a cada época
E a sensatez não suportou
Minha lucidez dada em troca
E a morbidez me chamou

Dançava grácil a felicidade
Espécime de sonho falso
Não era minha índole sê-la
Menos seguir seu encalço

E então me debandei
Uma fuga desordenada
Um caminho sem lei
De uma garota desventurada

Por um segundo quase esqueço
De algo que me acompanhou
Algo na qual me engrandeço
Mas também nunca deliberou

A bela tênue delicada tristeza
Dias tranquilos em berço molhado
Doendo sonhando em leveza
Avantajando memórias do passado

Ela ofuscou denominações ruins
Alimentou-me dos meus gemidos
Levou-me aos seus confins
Tornou meu coração temido

Era séquito em meu banho
Lagrimas ou agua do chuveiro?
Enfim, não me era estranho
Até que ela encontrou um companheiro.

E sozinha implorei para melhorar
Não sei se estou vermelha do sol
Mas não gravei o lugar ao caminhar
Apenas lembro-me de não ver girassol

Encolhida que nem um bebê
Do jeito que ela me domou
Queria dissipar este hostil ser
Mas não posso matar quem sou.


Lily.


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